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domingo, 12 de agosto de 2018

De frente para a TV: Emilio Dantas tem postura leve e rara como mostrou no 'Domingão do Faustão'


Emilio Dantas Foto: Rede Globo/Divulgação
Foto: Rede Globo/Divulgação
Assim que Faustão anunciou que Emilio Dantas estava no “Arquivo confidencial” do “Domingão”, o ator disse que seria a homenagem mais rápida da história porque ele não tinha nem carreira para isso. Não sei se foi o mais rápido, mas foi o mais verdadeiro que vi. Que delícia ver a alegria e a simplicidade do ator, que caiu até no chão de felicidade. Emilio, que vive Beto Falcão em “Segundo sol”, é um artista raro que tem muito para ensinar a outros colegas de profissão. A impressão que dá é que ele se diverte no trabalho e que não supervaloriza sua função. O artista está em seu terceiro papel na Globo (todos elogiados), é um ator em ascensão, mas não se ilude e entende que sua profissão é como qualquer outra.
Sua postura leve sobre seu trabalho é rara nesse meio, e a alegria demonstrada durante sua participação no “Domingão do Faustão” só comprova essa tese. Assim que alguém começa a mostrar o mínimo talento para a carreira artística, um parente já fala: “Um dia, vou falar de você no ‘Arquivo confidencial’ do Faustão!”. Emilio mesmo contou que ele e a avó sonhavam com esse momento. Mas quando o estrelato chega, muitos renegam o sucesso, os fãs, os programas populares. A maioria só quer o bônus da fama — ou o que consideram como bônus. Sem saber do que se tratava, Emilio (que não imaginava uma homenagem dessa tão cedo) aceitou o convite e foi lá falar sobre a novela. Foi bonito ver a surpresa com o quadro, a reunião com os amigos de banda e a euforia em poder cantar com Bruno e Marrone pela primeira vez. Sinal de que Emilio ainda valoriza os sonhos que tinha com dona Zila.
Estouro foi com Cazuza no teatro
Emilio Dantas como Cazuza Foto: Divulgação
Emilio Dantas começou sua carreira como ator de TV na Record. Primeiro num especial de fim de ano, “Balada baladão”, em 2010. Depois, fez a minissérie “Sansão e Dalila” (2011) e as novelas “Máscaras” (2012) e “Dona Xepa” (2013). No entanto, só estourou quando fez Cazuza no musical sobre a vida do cantor, entre 2013 e 2015. Foi a partir daí que Emilio foi convidado para estrear na Globo em “Além do tempo” (2015).
Desafio que ator tira de letra

Apesar do Elmo de “O tempo não para” ter o visual e um jeitão bem parecido com o do Jonatas de “Totalmente Demais”, a atuação de Felipe Simas está totalmente diferente. É um tremendo desafio, que ele está tirando de letra.
Trama para encher linguiça

A trama envolvendo o sequestro de Manu (Luísa Arraes), em “Segundo sol”, é desnecessária. Não é engraçada, não promove discussão, não é emocionante... Ou seja, não serve para nada. Só serve para encher linguiça.
Chata como tem que ser

Manu, aliás, é igualmente chata à Mel (Débora Falabella) de “O clone” — como tem que ser alguém que se droga. Mas a construção de Gloria Perez levou o público a se sensibilizar com Mel, o que não acontece com Manu.
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